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Imagens e vídeo: o tráfego que a maioria dos sites deita fora sem dar conta

Nomes de ficheiro, texto alternativo, formatos modernos, sitemaps de vídeo e transcrições. Trabalho pequeno, resultado desproporcionado — e quase ninguém o faz.

Atualizado: 2026-08-18 10 min de leitura 2.167 palavras
Fotógrafo a organizar imagens num computador

O essencial

  • A pesquisa de imagens é uma fonte de tráfego real para negócios visuais — e a maioria dos sites desqualifica-se sozinha com nomes de ficheiro e falta de texto alternativo.
  • O texto alternativo existe para quem não vê a imagem. Escrito para esse fim, faz também tudo o que o SEO precisa.
  • Vídeo sem transcrição é invisível para a pesquisa. A transcrição costuma ser os vinte minutos com melhor retorno de todo o projeto.
  • É também nos media que vivem a maior parte dos problemas de desempenho — por isso este trabalho paga duas vezes.

Todos os sites têm imagens e cada vez mais têm vídeo, e na maioria deles ambos são publicados exatamente como saíram: IMG_4471.jpg, sem texto alternativo, quatro vezes maiores do que o tamanho de exibição, e um vídeo incorporado sem uma única linha de texto à volta. Não é bem negligência — ninguém decidiu fazê-lo mal. Cai simplesmente entre quem tira as fotografias e quem pensa na pesquisa.

Este artigo trata de fechar essa lacuna com a plataforma Semalt a encontrar o que falta: o que conta mesmo nas imagens, o que o vídeo exige, e onde estão concentrados os retornos para um negócio que vende algo visual.

Para quem é que isto interessa

Honestidade primeiro: a pesquisa de imagens não vale o mesmo para todos. Para uma empresa de software B2B é quase irrelevante. Para um restaurante, um hotel, uma clínica que mostra trabalhos antes e depois, um arquiteto, uma loja de mobiliário ou qualquer negócio que venda algo que as pessoas querem ver antes de comprar, é um canal de aquisição genuíno que quase todos os concorrentes ignoram.

4 camposNome de ficheiro, texto alternativo, dimensões, formato — a lista básica inteira
20 minPara acrescentar uma transcrição, o trabalho com melhor retorno numa página de vídeo
2 ganhosO trabalho de media melhora descoberta e desempenho ao mesmo tempo

Parâmetros de trabalho da lista abaixo.

As quatro coisas que contam nas imagens

  1. Nome do ficheiro

    Descreva o assunto por palavras, separadas por hífenes, antes de carregar. cadeira-carvalho-macico.jpg em vez de IMG_4471.jpg. Não custa nada no momento do carregamento e não se corrige barato depois de existirem mil ficheiros.

  2. Texto alternativo

    Escreva o que a imagem mostra, para quem não a consegue ver. Específico e factual, não uma lista de palavras-chave. Se uma pessoa a ouvir um leitor de ecrã perceber o que está na fotografia, o texto está certo.

  3. Dimensões e formato

    Sirva a imagem no tamanho em que é exibida, num formato moderno, com largura e altura declaradas. É um requisito de desempenho que por acaso também conta para a pesquisa.

  4. Contexto à volta

    Uma imagem é interpretada em parte pelo texto que a rodeia. Uma fotografia colocada sob um cabeçalho relevante e com legenda descritiva é muito melhor compreendida do que o mesmo ficheiro largado numa galeria sem palavras por perto.

A regra de texto alternativo que resolve todos os casos difíceis. Escreva-o para uma pessoa que usa leitor de ecrã, não para um motor de busca. Esse enquadramento dá sempre a resposta certa: descrever fotografias, deixar vazias as imagens decorativas, descrever o destino nas imagens usadas como ligação, e nunca encher de palavras-chave — porque uma pessoa a ouvir texto alternativo cheio de palavras-chave tem uma experiência genuinamente desagradável, o que diz tudo.

Ver também: Velocidade que conta.

Texto alternativo: os casos que se erram

Tipo de imagemTexto alternativo correto
Fotografia informativaDescrever o que mostra, com concretização
Puramente decorativaVazio (alt="") — vazio, não omitido
Imagem usada como ligaçãoDescrever o destino, não a fotografia
Gráfico ou diagramaDizer a conclusão, não "gráfico"
Fotografia de produtoProduto, atributo principal, perspetiva — sem códigos de modelo
Texto renderizado como imagemO próprio texto, tal e qual — e repense o design

A segunda linha merece nota por ser contraintuitiva. Uma imagem decorativa precisa de um atributo alt explicitamente vazio, não em falta. Em falta significa que um leitor de ecrã pode ler o nome do ficheiro em voz alta; vazio significa que o salta corretamente.

Vídeo: o que é realmente encontrado

O vídeo tem um problema estrutural para a pesquisa: o conteúdo está dentro de um ficheiro que não se lê. Tudo o que torna um vídeo descobrível é texto colocado à sua volta — e a maioria dos sites não publica nenhum.

Três coisas contam, por ordem de retorno.

Uma transcrição na página. É o item mais valioso e o mais saltado. Dá à página texto relevante em quantidade, torna o conteúdo acessível a quem não pode ou não quer ver, e permite a alguém encontrar a parte concreta de que precisa. Transcrição automática mais quinze minutos de correção produz algo perfeitamente adequado.

Texto à volta do vídeo. Um cabeçalho descritivo, um resumo do que cobre e os pontos principais por escrito. Uma página que contém apenas um leitor incorporado é, do ponto de vista da pesquisa, uma página em branco.

Marcação VideoObject e sitemap de vídeo. Tornam o vídeo elegível para resultados específicos de vídeo, com miniatura e duração. Vale a pena onde o vídeo é central ao negócio; dispensável quando é ocasional.

Uma página com um vídeo e sem transcrição é uma página em branco com um retângulo. Vinte minutos de transcrição transformam-na na página mais detalhada que tem sobre o tema.Porque as transcrições rendem mais do que quase tudo o resto em SEO de media

Onde alojar o vídeo

Pergunta recorrente com uma resposta simples que depende do que quer.

Incorporar de uma plataforma quando

  • Quer alcance na própria plataforma como canal
  • Não tem largura de banda nem infraestrutura para alojar
  • O vídeo é promocional e o alcance importa mais do que a exclusividade

Alojar em casa quando

  • Quer que a sua página se posicione, e não a da plataforma
  • O vídeo é conteúdo central que não quer rodeado de sugestões de concorrentes
  • Consegue gerir bem a entrega e o custo de desempenho

O compromisso prático a que a maioria dos negócios chega: alojar numa plataforma pelo alcance, incorporar na própria página com transcrição completa e texto de apoio, para que a página se posicione pelo mérito próprio independentemente de onde está o ficheiro. A incorporação passa a ser uma conveniência e não o conteúdo todo.

O dividendo de desempenho

O trabalho de media é invulgar por pagar duas vezes. A mesma otimização que torna as imagens encontráveis — dimensões corretas, formatos modernos, tamanhos declarados — é também a maior alavanca de desempenho de página na maioria dos sites.

Analisamos isto em detalhe em Ligações internas.

Dois pontos concretos. Difira tudo abaixo da dobra e nunca a imagem principal do topo, porque é esse o elemento pelo qual a medição de desempenho está à espera. E cuidado com as incorporações de vídeo: um script de leitor carregado na renderização da página pode custar mais do que todas as imagens juntas. Carregar o leitor só quando alguém clica numa miniatura é um padrão bem conhecido e transforma frequentemente o desempenho medido de uma página.

Veja o que o seu CMS está de facto a servir. Muitas plataformas geram vários tamanhos no carregamento e depois servem à mesma o original, porque o template pede a versão em tamanho completo. As imagens parecem otimizadas na biblioteca de media e chegam ao browser com quatro mil pixels. Olhe para o que é entregue e não para o que foi carregado — esta verificação isolada explica boa parte da lentidão inexplicada.

Galerias, portefólios e o problema do arquivo

Os negócios visuais acumulam galerias grandes, e as galerias têm um padrão de falha específico que vale a pena nomear: centenas de imagens numa página, nenhuma alcançável individualmente, todas com carregamento diferido, sem texto em lado nenhum. Fica impressionante e é praticamente invisível.

Há um guia completo sobre o tema em Dados estruturados na prática.

Três ajustes fazem de um portefólio um ativo de descoberta em vez de um elemento decorativo.

Dê páginas próprias aos projetos. Uma galeria de duzentas imagens tem um URL a competir por tudo. Vinte páginas de projeto, cada uma com várias imagens, uma descrição do que o trabalho envolveu e das dificuldades que resolveu, dão-lhe vinte páginas que se podem posicionar cada uma por algo concreto. A galeria passa a ser o hub que liga a elas.

Escreva o contexto que mais ninguém escreve. As fotografias mostram o aspeto. O texto deve dizer quanto custou, quanto tempo demorou, qual foi a dificuldade, o que o cliente pediu. É isso que as pessoas pesquisam antes de encomendar alguma coisa — e é precisamente o que os concorrentes omitem por lhes parecer que estão a dar informação de graça.

Não afogue o arquivo em paginação. Trabalhos antigos alcançáveis só pela página nove de uma galeria são, estruturalmente, trabalhos que não existem. Agrupe por categoria, por ano ou por tipo, para que tudo esteja a dois cliques de algum sítio com significado.

Um aviso sobre processar em lote um arquivo existente: resista a preencher texto alternativo em quatro mil imagens com descrições geradas. Descrições genéricas do género "interior moderno com luz natural" não acrescentam nada nem para leitores nem para a pesquisa — e o esforço rende mais a escrever texto genuinamente específico para as duzentas imagens das páginas que interessam comercialmente.

Notas práticas para sites portugueses

Dois detalhes específicos de trabalhar cá. Os nomes de ficheiro e o texto alternativo devem estar na língua da página e de quem pesquisa — português na versão portuguesa — o que parece óbvio e muitas vezes não acontece, porque as fotografias chegam com nomes em inglês de um fornecedor ou de um banco de imagens e ninguém as renomeia.

É melhor evitar acentos nos nomes de ficheiro: use a forma sem acentos no nome e o texto corretamente acentuado no atributo alt e na legenda. O nome do ficheiro é um identificador técnico onde caracteres acentuados causam problemas de codificação; o texto alternativo é para pessoas e deve ser escrito como deve ser.

Para negócios que fotografam o próprio trabalho — restaurantes, clínicas, oficinas, hotéis — há aqui uma oportunidade real e subaproveitada. Fotografia original do sítio verdadeiro, bem nomeada e descrita, compete em pesquisas de imagem contra fotografias de banco que toda a gente está a usar. É uma das poucas áreas em que um pequeno negócio local tem vantagem estrutural sobre um concorrente maior.

Encontrar o que falta

Um crawl reporta de uma vez o estado de todas as imagens do site: atributos alt em falta, ficheiros demasiado grandes, imagens sem dimensões, referências partidas. Essa lista é a fila de trabalho — e costuma ser mais longa do que se espera.

Priorize-a como tudo o resto: imagens de páginas comerciais primeiro, depois páginas com tráfego, depois o arquivo. Preencher texto alternativo em quatro mil imagens é um projeto que ninguém acaba; fazê-lo nas duzentas imagens das páginas que geram contactos é uma tarde e capta quase todo o valor.

Onde estão os retornos

Para um negócio visual, esta é uma das poucas áreas em que uma quantidade modesta de trabalho pouco vistoso produz resultados desproporcionados — porque tão poucos concorrentes o fazem. Nomes de ficheiro e texto alternativo nas páginas comerciais, dimensões e formatos corretos, e uma transcrição por baixo de cada vídeo.

Nada disto é difícil. Tudo isto é saltado por omissão — e é precisamente por isso que continua a valer a pena.

Se nunca auditou os media do seu site, o crawl demora minutos. Abra o painel, corra-o e veja quantas imagens das suas páginas comerciais não têm texto alternativo nenhum.

Perguntas frequentes

O que deve dizer o texto alternativo?

Descrever o que a imagem mostra, para quem não a vê. Seja específico e factual em vez de listar palavras-chave. Imagens decorativas levam um atributo alt explicitamente vazio e não em falta. Imagens usadas como ligação descrevem o destino e não a fotografia. Se uma pessoa com leitor de ecrã perceber a imagem pelo seu texto, está correto.

Os nomes de ficheiro ainda contam?

Contam, e são praticamente gratuitos no momento do carregamento, embora caros de corrigir depois. Um nome descritivo, com hífenes, na língua da página é um sinal pequeno e consistente sobre o assunto. Renomear mil ficheiros existentes raramente compensa — comece a fazê-lo bem agora e corrija apenas as imagens das páginas comercialmente importantes.

Devemos alojar o vídeo ou incorporar?

Incorpore de uma plataforma se quer alcance nela e não tem infraestrutura; aloje em casa se quer que a sua página se posicione em vez da página da plataforma. O compromisso comum é alojar numa plataforma pelo alcance e incorporar na sua página com transcrição completa e texto de apoio, para que a página se posicione pelo próprio conteúdo, esteja o ficheiro onde estiver.

A transcrição é mesmo necessária?

É o item com melhor retorno em qualquer página de vídeo. Sem ela, a página não tem conteúdo legível e é praticamente vazia para um motor de busca. Transcrição automática mais quinze minutos de correção produz algo adequado, torna o conteúdo acessível a quem não pode ver, e permite ao visitante encontrar a parte concreta de que precisa.

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